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Estrutura de marketing in house: o que preciso considerar?

Saiba aqui quais são as frentes de marketing fundamentais para que a sua startup consiga gerar tração no começo da operação?

Startups, principalmente as que estão em fase de lançamento, buscando tração para o seu negócio, fatalmente têm muitas dúvidas sobre como estruturar a sua área de marketing. Certamente os seus recursos são limitados, mas não tem jeito: você vai precisar criar uma estrutura de marketing profissional para a sua startup, se quiser crescer e gerar resultados. E é neste momento que várias dúvidas surgem. A principal delas: como construir um time de marketing mais otimizado e alinhado com as expectativas de resultado do meu negócio, sem precisar fazer grandes investimentos em um primeiro momento?

Antes de entender qual é a melhor estrutura de marketing a ser considerada em sua startup, é preciso ter claro os objetivos e as estratégias que serão adotadas para alcançar as metas estipuladas. Parece óbvio, mas esta clareza é fundamental na hora de dimensionar a quantidade de pessoas, o modelo de contratação e as funções que deverão ser consideradas.

O marketing possui uma infinidade de atividades que podem ser desenvolvidas por uma empresa. Muita gente imagina que marketing, hoje em dia, seja apenas estar presente nas redes sociais, gerando conteúdos e posts. Mas, na verdade, muitas outras ações estratégicas podem, e devem, ser realizadas. O desafio das startups é entender e investir naquelas que, de fato, sejam relevantes para chegar ao seu objetivo, em determinado período. 

Outro fator importante é entender que marketing não é apenas marketing digital. E que marketing digital é uma frente do marketing que trabalha com inúmeras ferramentas que vão desde as redes sociais, passando por anúncios, inbound marketing, otimização de sites, landing pages, influenciadores digitais, entre outros. Aqui, neste artigo, vamos colocar holofote nas áreas de marketing que são fundamentais para uma startup em início de operação e como você pode otimizar as atividades principais de comunicação em sua estrutura.

Os três pilares do marketing para startups.

Apesar de existir uma variedade de atividades que podem ser realizadas pelo time de marketing das startups, há uma estrutura base que orienta o marketing a desenvolver suas ações. É essa estrutura base que deve determinar como o time de marketing da sua startup será configurada.

Performance digital, conteúdo e criação. Essas são as três arenas do marketing que considero chaves para que qualquer startup obtenha êxito em sua estratégia de vendas. Partimos então da ideia de que, além do recurso estratégico de marketing (um head, consultor, gerente, diretor, agência ou assessoria, por exemplo), a startup deva contar com três braços operacionais, cada um deles focados em uma dessas arenas – podendo, inclusive, estarem alocados internamente ou na estrutura do seu fornecedor de comunicação, caso haja. Aqui vamos falar de uma estrutura de marketing interna, ou “in house”.

Claro que esse é o dimensionamento básico, a considerar a demanda que a startup possui. Imaginando uma startup em fase de busca por tração, essa estrutura de pensamento de atividades é bastante interessante. 

Perfomance digital / gestão de tráfego

O principal objetivo do marketing é gerar negócio. E dentro desse espectro, o marketing precisa despertar o interesse do consumidor em conhecer mais sobre determinada marca para então consumi-la. Esse consumidor interessado e que possua perfil para compra é chamado de lead. 

Dessa forma, um dos principais objetivos de marketing é gerar leads. E a perfomance digital é área do marketing que será a responsável por trazer esses leads para que a startup consiga efetuar vendas. Independentemente do tipo de negócio da sua startup, seja ela B2B ou B2C, o time de marketing da sua empresa sempre terá que apresentar leads interessados para compra. 

Existem inúmeras estratégias em marketing digital para atrair esses leads. A ideia é fazer com que esse público interessado no negócio da sua startup seja impactado por alguma mídia ou conteúdo que, ao ser clicado, leve o potencial clientes (o lead) para o site da sua startup para conhecer mais sobre a sua proposta e efetuar alguma ação (que pode ser ligar para a sua empresa, preencher um formulário de cadastro, desenvolver uma conversa no chat online ou fazer o download de um e-book, por exemplo).

Toda essa estratégia, desde a otimização de anúncios em plataformas de redes sociais, integração de plataformas com o site da sua startup, otimização deste site, gestão do lead no seu sistema de informação, entre outras atribuições, são funções destinadas ao profissional responsável pela perfomance digital da sua startup e a esse ecossistema dá-se o nome de gestão de tráfego.

Conteúdo

As redes sociais se tornaram a “menina dos olhos” do marketing das empresas. É um fato, não existe a possibilidade de uma marca não estar presente em plataformas como Instagram, Facebook, LinkedIn ou TikTok. Porém, para estar presente e gerar resultado efetivo para a sua startup, é preciso desenvolver e ativar estratégias de conteúdo nessas redes sociais. Escrever sobre o seu negócio, sobre o seu mercado de atuação, estar atento às tendências das redes, notícias, curiosidades, dicas, enfim. Uma série de possibilidades e ações que precisam, diariamente, ser pensadas e ativadas por uma estrutura que tenha disponibilidade (se possível, integral) para executa-las. 

Só por isso a frente de conteúdo demonstra ser relevante na estrutura de uma startup. Mas não é somente gerando conteúdos para as redes sociais que essa frente pode ajudar. Se a sua startup pretende gerar visitas orgânicas (não pagas) para o seu site, precisará desenvolver muito conteúdo para isso. Construir um blog com artigos pautados em técnicas para ranqueamento de buscas no Google, por exemplo, é fundamental para alcançar o objetivo. Assim como possuir um site que possua um conteúdo estratégico e bem escrito.

Criação de pautas para gerar matérias na imprensa também pode, e deve, ser uma atribuição da frente de conteúdo. Geralmente as oportunidades de conteúdo para redes sociais e blog do site da sua startup geram ótimos insights para construção de pautas que chamem a atenção dos jornalistas e da mídia em geral.

Criação 

A estética da comunicação é fundamental para atrair a atenção da sua audiência. Sua startup precisa ter uma identidade visual bem definida e um processo de aplicação dessa identidade nas suas peças publicitárias, posts de redes sociais, e-mails marketing, flyers, etc. Aplicar as cores corretas, utilizar as fontes que ajudam a leitura, diagramar a peça de maneira visualmente agradável são ações fundamentais para que a sua marca consiga ser não somente percebida mas também entendida.

Tudo isso quem faz é o designer, profissional de criação que vai garantir que a marca siga, em todas as suas comunicações, a sua identidade. É também o responsável pelo processo criativo da comunicação, propondo soluções visuais para que a mensagem da sua marca seja transmitida da melhor maneira possível.

Além de saber editar, criar, ilustrar e diagramar, o profissional de criação atualmente tem somado, em suas habilidade, a criação de “motion graphic”, que é o processo criativo para vídeos animados. Também estão se especializando em atividades como UX (user experience), quando o design e o visual são utilizados para ajudar o usuário (de um site ou de um aplicativo, por exemplo) a ter uma experiência mais intuitiva de navegação. 

Qual é o melhor modelo de contratação a se fazer?

CLT ou PJ? Contrato fixo ou freelancer? Independente do modelo de contratação que a sua startup irá praticar, o importante é ter em mente todos os prós e contras de cada uma das possibilidades existentes.

Pode ser que a sua startup ainda não esteja madura estruturalmente e financeiramente para fazer contratações CLT, que exigem uma série de cumprimentos de regras previstas em lei e demandam a disponibilidade de um investimento maior. Para assumir um colaborador CLT em sua startup, é preciso considerar o pagamento de impostos, encargos e benefícios que se somam ao valor líquido pago ao colaborador.

Essa é sempre a melhor alternativa. Além de estar regido pelas orientações legais, um colaborador registrado destinará um trabalho exclusivo para a sua startup. Seu desempenho tende a estar atrelada à expectativa de crescimento da startup, por isso, neste modelo de atuação é super relevante fazer um trabalho de gestão de carreira.

No caso de contratação Pessoa Jurídica, ou freelancer (modelo muito comum para designers, por exemplo), formalize um contrato de prestação de serviço com este profissional e lembre-se: evite criar vínculos que denotem gestão (você pode vir a ter problemas com leis trabalhistas no futuro, acredite). Neste caso, trata-se de um fornecedor que precisa ter a volumetria de suas entregas muito claras. Importante também estabelecer os limites de tempo dedicados à sua empresa e os prazos de entrega dos trabalhos solicitados.

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