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Vamos colocar a criatividade na mesa?

A criatividade é para todos. O desafio está em como conseguir aplica-la no nosso dia-a-dia.

Quase sempre nosso sistema de crenças nos leva a associar a figura de uma pessoa criativa àquele gênio isolado e iluminado que já nasceu com um certo dom para criar. 

Mas será que é assim mesmo que funciona?

“Criatividade não é um talento. É uma forma de operar.”

Essa citação do ator e escritor britânico John Cleese nos convida a pensar a criatividade de uma maneira mais acessível. 

Outra visão que tangibiliza bem a “criatividade” como elemento à disposição de qualquer mortal é essa do John Lennon:

“Cara, eu sou um artista. Me dê uma tuba e tirarei algum som dela.” 

Eu, particularmente, gosto de pensar que a criatividade é sempre, de alguma maneira, uma colaboração, um resultado de uma mente conectada a outras mentes. 

Colaboração é uma palavra que está na moda (e com toda razão) e, até por isso, nada mais justo do que associa-la aos processos criativos, especialmente àqueles presentes no nosso dia-a-dia corporativo: eu penso em algo e você complementa. 

Vamos temperar com filosofia.

Platão, o filósofo grego, trouxe à humanidade o conceito de CAMPO DAS IDEIAS separado do CAMPO DAS COISAS. Para ele, existe um “lugar” onde todas as informações estão presentes. Basta acessar. E qualquer um pode acessar.

Dessa forma, Platão nos convida a pensar na criatividade não como algo “pessoal”. Ninguém “tem uma ideia”. A ideia criativa é, sim, acessada e manifestada por alguém que, por algum motivo, estava mais “perto” dela no momento certo. E poderia ter sido você. Este “estar mais perto” pode ser entendido por “estar mais preparado”.

É por esse prisma que a colaboração na construção de ideias criativas faz todo sentido. Se cada um, através do seu repertório e possibilidades particulares, consegue acessar uma parte desse campo de ideias, juntos é possível encaixar vários pedaços de ideias e assim chegar, quem sabe, à uma grande ideia disruptiva!

Ser criativo todos os dias.

No dia-a-dia, podemos adotar práticas para estimular nossa intenção consciente de acessarmos ideias e sermos mais criativos em nossas entregas. Para quem trabalha com marketing, é interessante acessar campos de investigação que nos coloquem de frente com nosso público-alvo ou concorrentes. Eles são inspiradores. Veja:

Que tal pensar na jornada de compra do consumidor todos os dias? A maneira como ele compra o produto que você vende é repleto de “sacadas” e “detalhes” que certamente poderão contribuir para a construção de uma copy mais criativa para o e-mail marketing que você está produzindo.

Ou então, crie o hábito de analisar o anúncio que o seu concorrente subiu ontem no Facebook Ads. O processo de compreender quais atributos de marca foram utilizados no anúncio pode estimular a sua criatividade para criar uma campanha que responda, de maneira estratégica e criativa, o posicionamento do seu concorrente.

Quais outras maneiras de acessar ideias e colocar a criatividade em pauta você consegue imaginar?

O fato é que colocar a criatividade na mesa com mais assiduidade é totalmente possível, processual e não é exclusividade de poucos, não! A criatividade é para todos. Sirva-se!

 

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